Flávio Briatore: O Batman! O que ele quer com Franco Colapinto?

Flávio Briatore: O Batman! O que ele quer com Franco Colapinto?

🦇 Flávio Briatore: O Batman! O que ele quer com Franco Colapinto?

A famosa "cena do Batman" com Flavio Briatore acontece no Episódio 2 da 8ª Temporada da série Drive to Survive da Netflix (intitulado "Strictly Business"), lançada no início de 2026, curiosamente não posso mostrar a cena senão rola processinho hehe, mas vendo mais a psique desse meio egolomaníaco desse homem neste episódio percebi que ele vive uma vida que facilmente seria um protagonista de The Office como um chefe terrível!

A cena começa com ele sendo "surpreendido" pela equipe da Netflix, no qual ele apresenta sua residência, em um dos locais tem um enorme quadro de várias pinturas dele como personagens e um deles é o BATMAN! Tem até o Che Guevara no meio, mas convenhamos esse combina um pouco, fiquei chocado com o Batman na realidade! O cavaleiro das trevas teria orgulho dessa representação?

Porque vamos combinar: existe uma diferença entre ter um quadro seu como personagem histórico, político ou qualquer outra figura excêntrica e simplesmente olhar para uma parede e pensar: "Sim, hoje eu gostaria de me imaginar como o Batman". O homem aparentemente não está interessado em pequenas doses de autoestima, ele já foi direto para o pacote premium da megalomania.

E talvez seja justamente isso que torne Briatore tão interessante de assistir. Ele não parece ser o tipo de pessoa que entra em uma sala e pergunta educadamente onde pode sentar. Ele entra, senta, olha para todo mundo e provavelmente pergunta por que aquela cadeira ainda não foi substituída por uma melhor.

Não é exatamente o vilão tradicional de desenho animado, porque até os vilões precisam de algum descanso. Briatore parece mais aquele chefe que aparece às 8h da manhã, olha para os resultados da equipe e consegue transformar um simples "bom dia" em uma reunião de crise de duas horas.

E aí entra a parte mais curiosa dessa história: Franco Colapinto.

🔥 Briatore e Colapinto: estratégia genial ou "vamos ver no que dá"?

Mas vamos falar dessa personalidade excêntrica e dessa loucura interna de sua mente, aparentemente de alguma forma sua decisão de manter Franco Colapinto para ano que vem tem surpreendido uma legião de fãs/haters dessa equipe, e até de mim, queria de fato compreender essa decisão pois esse "argentino" (juro que não é xenofobia haha), NÃO ENTREGOU RESULTADO ALGUM, se foi uma única corrida de pontuação não foi por habilidade e sinceramente acredito que deva ser porque esse garoto está mais barato que qualquer outro contrato com outro piloto, principalmente ainda que podem opcionalmente nem quererem fazer parte da equipe hahaha.

E aqui começa aquela maravilhosa parte da Fórmula 1 em que nós, meros espectadores, tentamos entender as decisões tomadas dentro das equipes como se tivéssemos acesso a todas as planilhas, reuniões secretas, conversas de corredor e contratos escondidos dentro de uma gaveta.

Talvez Briatore tenha visto alguma coisa que nós não vimos. Talvez exista potencial. Talvez exista uma estratégia de longo prazo. Talvez a equipe simplesmente tenha gostado do garoto. Ou talvez alguém tenha chegado com uma calculadora e dito: "Olha, chefe, esse aqui cabe no orçamento". E Briatore respondeu: "PERFEITO, CONTRATO!".

Eu particularmente adoro essa última possibilidade porque combina muito com a imagem que a própria série passa dele. Enquanto nós esperamos uma explicação extremamente sofisticada envolvendo telemetria, desenvolvimento, gerenciamento de pneus e potencial de crescimento, existe sempre a possibilidade de que a resposta seja algo muito mais simples: dinheiro.

Afinal, Fórmula 1 não é apenas sobre quem é o piloto mais rápido. Existe patrocinador, mercado, contratos, desenvolvimento, política interna, disponibilidade de pilotos e uma infinidade de outras coisas que nós não vemos quando simplesmente ligamos a televisão no domingo.

E Colapinto também tem um mercado importante. O fato de ser argentino coloca uma quantidade considerável de atenção sobre ele, especialmente em uma categoria que adora transformar piloto em produto, produto em marca e marca em dinheiro. Então talvez o rapaz esteja entregando menos cronômetro e mais marketing. E, meus amigos, infelizmente marketing também marca pontos... só não aparece na tabela da FIA.

🔥 Não ter filtro na língua não significa ser bom líder

Esse homem vive na classificação +18, não permitindo nem sequer a Netflix filmar ele sem um piiii, bom.... honestidade é ótimo, mas todos precisam disso eticamente de filtros sociais para liderar bem, ser comandado por ele deve ser complicado, ele tem uma aura de a qualquer momento ser capaz de te socar se você dizer "bom dia" hahaha.

É claro que personalidade forte não significa automaticamente liderança ruim. Existem pessoas extremamente diretas que conseguem tirar o melhor de uma equipe. O problema é quando a personalidade vira o próprio método de gestão e todo mundo ao redor precisa desenvolver uma habilidade adicional: sobreviver emocionalmente.

E Briatore definitivamente parece ser um daqueles chefes que você nunca sabe se vai receber um elogio, uma bronca ou simplesmente um olhar capaz de fazer você reconsiderar todas as escolhas profissionais que tomou desde a infância.

Imagine trabalhar em uma equipe e chegar na segunda-feira pensando: "Hoje vou apresentar uma ótima ideia". Aí você abre a porta, vê Briatore olhando para você e imediatamente pensa: "Na verdade, posso mandar isso por e-mail".

E talvez essa seja uma das partes mais interessantes de Drive to Survive: independentemente de você gostar ou não da dramatização da série, ela consegue mostrar que a Fórmula 1 é composta por muito mais do que carros andando rápido. Existe ego, pressão, dinheiro, política, personalidade e decisões que parecem completamente absurdas quando vistas de fora.

🔥 E Pierre Gasly no meio disso tudo?

A escolha de manter Franco Colapinto na equipe mesmo com rendimento ruim, nem sempre sendo por desempenho do carro, prova que a Alpine pode estar com certos problemas econômicos ou de pilotos não curtindo nada da ideia de trabalhar perto desse homem.

Não sei quantos pilotos assistem a própria série da Netflix, mas acho que influencia no poder de decisão mesmo querendo muito uma vaga na equipe. Porque uma coisa é pensar: "Quero correr pela Alpine". Outra completamente diferente é pensar: "Quero correr pela Alpine e trabalhar diretamente com Flavio Briatore depois de assistir a essa temporada".

É aquele pequeno detalhe que ninguém coloca no anúncio da vaga: salário competitivo, benefícios, viagens internacionais e possibilidade de ter sua autoestima testada diariamente por um italiano que aparentemente possui uma relação muito íntima com o botão de censura da Netflix.

Sinceramente, Pierre Gasly ainda tendo aquela carinha serena sempre me choca e muito hahaha. O homem parece ter desenvolvido uma técnica psicológica própria para sobreviver ao ambiente. Talvez seja meditação. Talvez seja experiência. Talvez ele simplesmente tenha aprendido a olhar para Briatore e pensar: "Não vou reagir".

E isso, meus caros, pode ser a verdadeira habilidade secreta necessária para sobreviver na Fórmula 1 moderna.

🏎️ Afinal, o que Flavio Briatore quer?

No fim das contas, é difícil saber exatamente o que passa pela cabeça de Flavio Briatore. Pode ser estratégia, pode ser dinheiro, pode ser confiança no potencial de Colapinto ou simplesmente uma combinação dessas coisas. O que sabemos é que a decisão chamou atenção e deixou muita gente tentando entender o raciocínio por trás dela.

E talvez seja justamente essa a graça: Briatore não precisa necessariamente fazer sentido para nós. Ele aparentemente opera em uma dimensão onde as regras normais de tomada de decisão foram substituídas por "confia no processo" e uma quantidade preocupante de palavrões.

Enquanto isso, Colapinto continua com sua oportunidade, a Alpine continua tentando encontrar seu caminho, Pierre Gasly segue com sua expressão de quem está meditando enquanto o mundo pega fogo e Briatore continua sendo... bem, Briatore.

E agora entendemos um pouco melhor o Batman. Talvez ele não queira salvar Gotham. Talvez queira apenas salvar a Alpine do próximo desastre, mantendo Colapinto, reclamando com metade do paddock e colocando mais um quadro dele mesmo na parede.

No final, temos Flavio Briatore sendo Flavio Briatore, uma personalidade impossível de ignorar, um ambiente da Alpine cheio de decisões que levantam sobrancelhas e Franco Colapinto ganhando mais uma oportunidade para provar que existe algo além dos resultados que fez até aqui.

Se vai funcionar? Só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: se der errado, provavelmente teremos mais uma temporada de Drive to Survive para descobrir quem foi o culpado, quem gritou com quem e quantas vezes o editor precisou colocar aquele famoso PIIIII por cima do áudio.

E se Briatore continuar aparecendo com quadros de Batman pela casa, talvez a próxima temporada nem precise de roteiro. 🦇🏎️🔥

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